é mais curto, tem sido mais curto. às vezes desajeitado mas sempre arranjado no sítio merecido: na diagonal oposta do fígado (este, igualmente, de acarinhada manutenção).
o tempo de hoje foi espaço do coração. a vontade percorria nos pés à velocidade da saudade. passos largos.
braços a braços, abraços.
no ar, a satisfação do Amor.
olhava à volta e pensava: é tão fácil deixar de ajeitar, prescindir involuntariamente, inconscientemente. e no entanto, encubamos o Amor convictos na espera dos prefixos dos reencontros, das redescobertas, das reevidências. dos ressorrisos. da replenitude. as coisas mudam, é mesmo assim, mas garantidamente que não é pela forçosa metamorfose que sabem melhor os espaço dos coração. esses, apesar das contínuas redescobertas, há muito estabilizaram o seu centro de gravidade. não precisam de contra-peso. nem contra-medida. é por isso que hoje o tempo foi do coração. ainda que curto, arranjado. pairava no ar...
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Ainda bem que o tempo passou e o amor que acabou não saiu. Ainda bem que há um fado qualquer que diz tudo o que a vida não diz. Ainda bem que "Coimbra" não é a cidade perfeita p'ra nós. Ainda bem que há um beco qualquer que dá eco a quem nunca tem voz. Ainda agora vi a louca sozinha a cantar, do alto daquela janela. Há noites em que a saudade me deixa a pensar: Um dia juntar-me a ela. Um dia cantar…como ela. Ainda bem que eu nunca fui capaz de encontrar a viela a seguir. Ainda bem que o "Mondego" é lilás e os peixes não param de rir. Ainda bem que o teu corpo não quer embarcar na tormenta do réu. Ainda bem se o destino quiser esta trágica historia, sou eu. Ainda agora vi a louca sozinha a cantar, do alto daquela janela. Há noites em que a saudade me deixa a pensar: Um dia juntar-me a ela. Um dia cantar…como ela. "Coimbra não é a cidade perfeita" cantou Deolinda para nós. e hoje nós cantámos com ela a partir da fila "X".
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ainda bem que tivemos tempo para podermos continuar a ser espaço. mas... retomando ao espaço do concerto de hoje, ao tempo do coração: X-files, em tom de afirmação. silêncio... a seguir, gargalhada!