é coisa garantida. na nossa vida somamos muitas perdas. grandes e pequenas e assim-assim... só sentimos o vazio da perda daquilo que estimamos, que cuidamos.
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esse vazio, no princípio, é encoberto pela necessidade de preenchê-lo racionalmente, nublado pelas perdas anteriores que infrigiram o nosso código. não temos e não sabemos nunca desenhar esse contorno. porque ele cresce, redesenha-se em si próprio. em nós. rasga-se sempre algo mesmo quando se entende perfeitamente: rasga-se a emoção, mesmo quando tranquilizada pela razão.
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a perda faz parte das nossas viagens: são amores que se vão, que se guardam. são saudades que crescem, que ficam.
é bem verdade que a memória recria e amplia, que basta lembrar para existir... mas às vezes, quando viajo para esse lugar incorpóreo sinto a falta da força do teu abraço sem ser com a força do imaginário. do teu cheiro exalado. de subir aquelas escadas e te ver lá no cimo e não subir as mesmas escadas e ver-te sem tu lá estares. tenho saudades da tua voz a chamar-me e não ser apenas um eco da minha memória. sinto falta da sua mão fria na minha em detrimento de pensar nisso e nas caretas e no Amor.
volto desse lugar sem sítio para por as mãos, com lágrimas no rosto. caem devagar. não são de angústia...são de perda. de Saudade. de Amor.
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em dias como o de hoje, por causa de hoje, percebemos que nunca contornamos esse vazio, que está sempre a redesenhar-se.
o tempo encarrega-se de nublar o vazio... mas há amores que são raios de sol: furam a neblina iluminando o vazio... de todas as vezes os queremos voltar a amar de perto.
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(para todos os que amo de perto. os que amo ao longe. para ti, que hoje te abraço com a força mais real deste nosso Amor.)




