Mostrar mensagens com a etiqueta .... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta .... Mostrar todas as mensagens

20100204

josé júlio.

chegou-me pelos braços da filha, que vinham estendidos. abracei-a, e dei-lhe beijinhos. ele não se ouvia, não podia. ela não se ouvia, não queria. eu não podia, queria, ser capaz de levar mais nos meus beijinhos.
.
...ia atrás dela, que ia atrás dele. à frente, só o motorista. ele não se ouvia, não podia. não viu, enquanto subia, a rapariga pouco adolescente que descia. ela sorria, com aquele ar apaixonado e fresco de quem nunca se sentiu assim. ele não a via, deitado não podia.
.
...a filha dele sorria com os olhos que escondem uma série de verdades que estão por vir.
como a falta.
como os olhos cheios de ciscos.
como o coração encolhido que estremece no peito.
como a Saudade, que chega e não se arranca.
.
...
depois, de braços abraçados, disse-me que fazia de conta que o meu calor era o calor da filha dela.
e eu abracei-a mais.
.

20090307

o meu coração parou.

20071024

E,

enquanto os sinos dobravam, o estômago volvia-se. os olhos verteram a perda e rasgou-se qualquer coisa no intangível.

20071023

...

Como é que se representa o irrepresentável?