(estes parênteses menos bons, às vezes custam a fechar. começam porque a dada altura sentimos desconforto e na procura de nos restabelecermos ficamos embrulhados nas consequências que o despoletaram. mais enredados, porque não estamos libertos desse desconforto inicial. consequentemente o parênteses mantem-se aberto. e nós fechados, cada vez mais fechados, nesse campo linear de acção-reacção. conheço bem a fonte do meu desconforto, o exílio das portas escancaradas. como se estivesse de castigo. consequentemente, tudo o que me toca também. prima a vontade de não facilitar, a procura de uma justiça que não existe, dos fifty-fifty. uma fase. uma mudança. não sei. eu que me acho tanto na partilha, e me incomoda tanto o seu uso por apropriação de outrém escrever seu texto. estes parênteses não costumam ser longos, são meras frases intercaladas num período e que formam sentido independente, mas de algum modo relacionadas com o texto em que se intercalam. de curto, este parênteses não tem nada, não me preocupo. comigo estão as redes geradas no desconforto: não há plano de fuga. nem desejo de libertação, misericórdia. em convalenscênça, possivelmente. sobretudo descrente. verdade. o texto segue entre parênteses e eu não me intercalo com as frases que estavam antes. nem com as que estarão depois...