semana do diabo, passou a correr! a quinta, a sexta e o sábado foram dias de latas. e nas latas as noites pareceram mais ruidosas, mais alcoólicas e mais desavergonhadas. apesar de toda a consciência, contínua a fazer-me impressão aquele gesto de olhar para o lado e não estarem ali as minhas outras pessoas. são outras, mais barulhentas, mais bebêdas e mais descaradas, como também já fui. e esta conjugação no pretérito perfeito turva-me o presente. era a minha primeira semana de férias. a outra, queimada. e não haviam dias de maior leveza, num esforço titânico de libertação dos esquissos e das maquetes.
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a segunda e a terça foram premiadas com a entrega do concurso dos jardins. terça nunca mais acabava, a memória descritiva teve ponto final já de manhã. dormir muito à pressa, imprimir, arrancar para Lisboa. mudança de planos. Lisboa amanhã. hoje Ponte de Lima. e lá fomos os três mal dormidos rumo ao norte, entregar o dito painel do concurso. sair às 21 e regressar às 2:30. tratar já nem sei de que. dormir dentro do horário fora de horas. outra vez.
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às 14 na rodoviária porque o comboio, sabe-se lá porquê, deixou de existir. Zumthor, oh yeah. seis menos um quarto. depois dos olhos comerem a arquitectura desse senhor, jantar. Coimbra à meia-noite. estoirada. até de manhã a organizar a próxima semana no Porto.
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em curta reflexão estive em sítios distantes entre si. acordei com aquele sentimento de ter estado impermanente em todos eles. mas o jeito optimista lê nas entrelinhas o jantar com as amigas que já não estava como antes. o cortejo das latas feito no meu querido Tropical. a consulta de quarta feira à tarde no 5º Centimental. o lanche na casa do lado. as conversas debaixo de chuva a caminho do norte. o jantar americano. o bom ter ter uma amiga à porta da exposição. as conversas matinais ensonadas que nunca me lembro muito bem e os recados pendurados.
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hoje, Casa. e vou presente. e permanente. hão tantas saudades por matar. tanto por celebrar*