[APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS]
quando uma mulher quer um homem é de esperar que outras estejam no encalço. à partida nenhum objecto da nossa paixão está isolado ou é alheio ao olhar de outras mulheres. não é mau nem bom que assim seja, é um facto.
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o que me intriga em algumas mulheres é gostarem ou sujeitarem-se a competir por um homem. tenho dificuldade em entender o que é que passa na cabeça de uma mulher que corre a maratona da disputa lado a lado de uma ou mais "adversárias". será que é porque imaginam o querido a fazer de meta com uma garrafinha de isostar só para elas, pelo esforço, na mão? porque acham que são melhores do que as "adversárias" e estão dispostas a prová-lo? por mostra de sacrifício/subserviência?
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pela aparente estoica cabronice com que vejo algumas mulheres a passar rasteira à coleguinha maratonista tenho a dizer que mais valia serem mulheres o suficiente para socar o seu homem-meta quando lá chegassem (mesmo que viessem com os bofes literalmente de fora!). muitos casos há de mulheres que desconhecem as "adversárias", porém, o cenário de hoje não contempla disputas ocultas; é mesmo sobre aquelas mulheres que se sujeitam a partilhar o balneário - que é como quem diz, mulheres que sabem que estão a competir e com quem estão a competir - o que me leva a dizer que são mulheres que estão envolvidas o suficiente numa história para saberem que o querido vai dando palavras de incentivo às ditas "adversárias". nesse processo, as mulheres competitivas, duras com as adversárias, ficam, imagine-se, doces, inquietas e suadas à espera da próxima palavra de incentivo do macho alfa: tu, bem... és incrível! (funciona mais do que dois litros de isostar!)
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o que me intriga em algumas mulheres é gostarem ou sujeitarem-se a competir por um homem. tenho dificuldade em entender o que é que passa na cabeça de uma mulher que corre a maratona da disputa lado a lado de uma ou mais "adversárias". será que é porque imaginam o querido a fazer de meta com uma garrafinha de isostar só para elas, pelo esforço, na mão? porque acham que são melhores do que as "adversárias" e estão dispostas a prová-lo? por mostra de sacrifício/subserviência?
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pela aparente estoica cabronice com que vejo algumas mulheres a passar rasteira à coleguinha maratonista tenho a dizer que mais valia serem mulheres o suficiente para socar o seu homem-meta quando lá chegassem (mesmo que viessem com os bofes literalmente de fora!). muitos casos há de mulheres que desconhecem as "adversárias", porém, o cenário de hoje não contempla disputas ocultas; é mesmo sobre aquelas mulheres que se sujeitam a partilhar o balneário - que é como quem diz, mulheres que sabem que estão a competir e com quem estão a competir - o que me leva a dizer que são mulheres que estão envolvidas o suficiente numa história para saberem que o querido vai dando palavras de incentivo às ditas "adversárias". nesse processo, as mulheres competitivas, duras com as adversárias, ficam, imagine-se, doces, inquietas e suadas à espera da próxima palavra de incentivo do macho alfa: tu, bem... és incrível! (funciona mais do que dois litros de isostar!)
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[DISCUSSÃO DOS RESULTADOS].
bem sei que todos gostamos que nos passem a mão no pêlo, que nos façam sentir especiais, que somos importantes, que o mundo fica melhor quando estamos perto mas uma mulher que calça os saltos altos para correr atrás de um homem numa declarada competição é uma patareca; da mesma forma, um homem que fantasia com a imagem de sultão e tenta pô-la em prática, não quer uma mulher com carácter ao lado dele, quer adulação.
bem sei que todos gostamos que nos passem a mão no pêlo, que nos façam sentir especiais, que somos importantes, que o mundo fica melhor quando estamos perto mas uma mulher que calça os saltos altos para correr atrás de um homem numa declarada competição é uma patareca; da mesma forma, um homem que fantasia com a imagem de sultão e tenta pô-la em prática, não quer uma mulher com carácter ao lado dele, quer adulação.
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há sempre espaço para engano mas a história da "adversária" é um grande alerta. uma mulher que se preze não entra em competições, sobretudo porque isso revela um homem que gosta mesmo é de vassalagem; e essa estirpe, com toda a certeza, não vale a pena. homens a fingir só precisam de mulheres a brincar (ou para brincar - incontornável piada fácil).
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como é óbvio, como hipotese, da mais plausível à mais evidente (sendo essa evidência turvada pela inebriada paixão), todos os homens que se afigurem como possibilidade valem a nossa corrida, o nosso investimento, a nossa entrega. porém, a dois: porque os dois querem, porque estão dispostos e porque os dois decidiram arriscar, ver no que dá. e aí, enquanto se percebe, as provas de que vai valendo a pena são dadas entre pares, de um para o outro. e é só aí que se percebe se vale a pena; não enquanto estamos mais atentas e simultaneamente distraídas com as atitudes da adversária, não enquanto estamos à espera que a outra desista ou determinadas em provar que somos melhores. não enquanto nos congratulamos com o rol de mulheres que estão sedentas de nos saltar para cima, não enquanto recebemos pancadinhas nas costas da nossa aparente virilidade. definitivamente, não enquanto escolhemos mover-nos na superficialidade. isso é patetice.
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competir com outras mulheres por causa de um homem é mesmo coisa que me ultrapassa. prefiro facilitar-lhes a vida, a elas e a eles. não é por nenhum altruísmo ao estilo do "quero muito que eles sejam felizes"; é só mesmo por achar que competir com uma mulher por causa de um homem é um preenchimento de egos furados, tal como de um homem que me coloque nesse lugar, para além de adivinhar que mais cedo ou mais tarde me vai dar vontade de atirá-lo pela janela, desconfio seriamente que não os tem no sítio.
há sempre espaço para engano mas a história da "adversária" é um grande alerta. uma mulher que se preze não entra em competições, sobretudo porque isso revela um homem que gosta mesmo é de vassalagem; e essa estirpe, com toda a certeza, não vale a pena. homens a fingir só precisam de mulheres a brincar (ou para brincar - incontornável piada fácil).
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como é óbvio, como hipotese, da mais plausível à mais evidente (sendo essa evidência turvada pela inebriada paixão), todos os homens que se afigurem como possibilidade valem a nossa corrida, o nosso investimento, a nossa entrega. porém, a dois: porque os dois querem, porque estão dispostos e porque os dois decidiram arriscar, ver no que dá. e aí, enquanto se percebe, as provas de que vai valendo a pena são dadas entre pares, de um para o outro. e é só aí que se percebe se vale a pena; não enquanto estamos mais atentas e simultaneamente distraídas com as atitudes da adversária, não enquanto estamos à espera que a outra desista ou determinadas em provar que somos melhores. não enquanto nos congratulamos com o rol de mulheres que estão sedentas de nos saltar para cima, não enquanto recebemos pancadinhas nas costas da nossa aparente virilidade. definitivamente, não enquanto escolhemos mover-nos na superficialidade. isso é patetice.
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competir com outras mulheres por causa de um homem é mesmo coisa que me ultrapassa. prefiro facilitar-lhes a vida, a elas e a eles. não é por nenhum altruísmo ao estilo do "quero muito que eles sejam felizes"; é só mesmo por achar que competir com uma mulher por causa de um homem é um preenchimento de egos furados, tal como de um homem que me coloque nesse lugar, para além de adivinhar que mais cedo ou mais tarde me vai dar vontade de atirá-lo pela janela, desconfio seriamente que não os tem no sítio.
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[as nossas conversas geram sempre grandes dissertações. método científico e tudo, dedicada a ti miúdo!=)]