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o Mário nasceu em Coimbra em 1983. Vive e trabalha em Sheffield (Inglaterra). Durante o percurso académico realizou estudos intermédios em Lyon (França),Bolonha (Itália) e Sheffield (Inglaterra). Licenciou-se na faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto onde actualmente é discente do Mestrado em Práticas e Teorias do Desenho. Das suas exposições individuais recentes destacam-se a exposição na Galeria do Bloc art space (”sweet slaves”, Sheffield 2008), GaleriaMinimal (”Fazer amigos entre os animais”, Porto 2008), Galeria Nuno Sacramento (o guardador de rebanhos, Aveiro 2008),Galeria do Museu Nogueira da Silva (”nomes novos para coisas antigas”, Braga 2007). é o que diz na sua página pessoal.
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o Mário é meu amigo. crescemos juntos. de entre todas as coisas que guardo do Mário são particulares as memórias dos sábados de manhã: falávamos entre varandas, ele sempre a desenhar, todos os amigos do bairro como se fossemos um fio telefónico. para os que estavam mais longe, a voz soava mais alto e no meio de hans lá combinávamos a hora de ir para a pista. desenhava heróis da banda desenhada, monstros, homens super musculados e mulheres de contra-curvas. eu via do andar de cima aquilo que o Mário desenhava, ou então ele mostrava-me e eu mostrava-lhe sempre um certo orgulho e um certo espanto naquilo que via. já naquela altura ele desenhava muito bem.
.o Mário é daqueles amigos que não se consegue esquecer. nem deve. é como uma tarde boa que se prolonga... um dos primeiros amigos com quem descobri este mundo que quando era pequena me parecia gigantescamente maior. foi o primeiro dos amigos com quem as conversas eram sempre demoradas, falássemos de coisas parvas ou nem por isso. o Mário ainda hoje diz na minha cabeça "Joana, adoro mulheres!" (sorriso lento) ...éramos uns miúdos e umas hormonas verdadeiramente felizes! um dia disse-lhe que ainda havia de ver os quadros dele nos manuais de história de arte dos meus futuros filhos, que ainda hoje nem sequer projecto. hoje tenho cada vez maior essa certeza.
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ainda hoje, mesmo quando os encontros se demoram a encontrar, o abraço é sempre demorado, e acha-se sempre naquela coisa intermédia, entre o corpo e a alma que nos agarra uns aos outros. o Mário é um homem raro. é daqueles homens que nenhuma mulher consegue esquecer. nem deve! ...quando me lembro do Mário, olho para a minha vida e percebo que é também por ele que eu sou uma miúda feliz!!
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ainda hoje, mesmo quando os encontros se demoram a encontrar, o abraço é sempre demorado, e acha-se sempre naquela coisa intermédia, entre o corpo e a alma que nos agarra uns aos outros. o Mário é um homem raro. é daqueles homens que nenhuma mulher consegue esquecer. nem deve! ...quando me lembro do Mário, olho para a minha vida e percebo que é também por ele que eu sou uma miúda feliz!!