20080714

NO FIM DE SEMANA

fui parar a um sítio que não sabia que existia. esperámo-nos e fomos os cinco até ao Vale Afonso, suponho que em memória de algum Afonso que um dia decidiu ficar. e fomos carinhosamente acolhidos naquela rua e naquela casa. jantámos com a banda que assistiu à nossa queda parcial durante o jantar. e soaram risos entre a sopa de peixe. e louvámos a sorte de ninguém ter a tijela na mão ao cair. em câmara lenta, como se a terra os estivesse a engolir, um a um, até ao chão.
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de pança cheia, quase a rebentar, caminhámos pela avenida que não tem passeios (ainda, ainda) e rematámos no largo da igreja recentemente alcatroado. desta vez os pés não iam ficar da cor do pó, nem as gargantas a precisar de mais minis, mas havia a quermesse e as clássicas jarras a sortear. mesmo mesmo à chegada, pareceu-me por momentos estar na abertura de um concerto de go's. afinal não. de entre o fumo surgiu a bandeira portuguesa exibida na cintura dela que cantava Dulce Pontes. e nós ouvimos. ouvimos pois. o momento alto foi quando estavam a tocar o terrível gostosão daqui e chamaram os bacanos com quem estiveram a jantar. aí sim, foi de ir às lágrimas! quatro marmelos a fazer figura num cenário já de si figurativo foi uma experiência única. e irreversível. sim, coube-nos cantar o refrão umas quantas vezes - depois disto sou muito mais mulher - e dançar! (meninos, realizei o sonho de nunca me terem convidado para vossa bailarina ou até mesmo segunda voz, =P)
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e a noite foi deslizando, com aqueles dolorosos e repetidos movimentos de anca. (não sei como há quem aguente toda a noite no mesmo compasso), louvo aquele casal da menina de top cor-de-rosa. toda ela abanava, enroscava e pedia mais. espero que o risquinhas não tenha ficado descontente no final do arraial, pois foi unânime que fomos testemunhas dos preliminares.do arraial.
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devo dizer que nunca pensei divertir-me tanto. Xico, obrigada pelo convite* No fim ganhei a bela da t-shirt da banda, como disse o guitarrista, com significado. e assim nos despedimos de Vale Afonso. sem jarras mas com duas garrafas de azeite rifadas, uma delas sossegadamente vertida pelo carro e pela minha mala durante a viagem de regresso a casa. Ai que bom!
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(Pepe, desculpa por ter aumentado numa décima a média de consumo do bólide =P.)