sente-se deste lado como coisa presente. hão saudades por matar, abraços por dar. telefonemas por fazer, trabalho - imenso - para acabar. há atraso de estar. sem brevidade. sem olhar para o relógio, sem falar depressa para ver se não me esqueço de contar nada.
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e há o coração a transbordar. sinto-me plena. e é mais difícil estar só comigo quando estou tão cheia Amor. são vocês que me mostram à distância dos últimos escassos encontros o privilégio de viver com vocês, com Amor. é tão nosso, o nosso Amor. dou por mim ansiosa, a pensar nas tardes do tropical que facilmente se transformam em noites (sempre por causa do trânsito), nos cafés no d. joão. naqueles jantares demorados e nas visitas rápidas ao 5ºC, no nosso sofá. na nossa janela da cozinha. na vossa candura. em me terem ido buscar. em ser cuidada por vocês. em ser tão melhor por ter mulheres como vocês na minha vida. as minhas arquitectas, com um brilhozinho nos olhos e sorriso rasgado, como gosto de dizer. e há também os meus meninos. e as minhas meninas. um Amor mais maduro, mas igualmente ansioso por estar. sabem, tenho tanta força a gostar de vocês! a sexta foi uma daquelas mini-noites que me mostram que somos mesmo bonitos quando estamos juntos. somos cúmplices. ver-vos tocar é um orgulho. as vossas trocas de olhar, a descontração sempre a par com o profissionalismo fazem-me ter vontade de vos cantar bem alto. mesmo que desafinada. e é do lado de cá, que nós, as vossas meninas e meninos, vamos estar sempre. e não é só a assistir, fazemos parte. cantamos, dançamos, caímos ao chão, atiramos chinelos e coisas assim. e são sextas-feiras assim, em que me sinto plena, que me mostram que é mais difícil estar só comigo quando há tanto Amor para partilhar.
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e é assim que me sinto, atrasada e com o coração a transbordar.