voltou a entrar na mesma porta. subiu as escadas e esperou. naquele pequeno vestíbulo há uma qualquer energia que dá colo. não sei dizer bem o que é mas nos olhos delas há também inquietude e há colo. aqueles olhos dão tanto colo... há o semi-sorriso ansioso que se retribui nessa troca, com toda a compreensão do mundo. dizemos boa-tarde e parece que nos salta a história do porquê de estarmos ali. sei que não era ela só a sentir isso... as notícias não são as melhores e não me apetece bis. sei também que não mando... não sou maestrina, nem música. talvez instrumento. talvez... e não é com a música que quero que hoje me deito mas é com aquela que me toca, toco(?). é. e hoje apesar de todo o optimismo não me sinto num dia bom, não reina a habitual gargalhada solta. é uma gargalhada contida, que quer rir (quer mesmo) ...e até se ri disso.
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hoje e amanhã e os dias que virão vão ser sempre mais fáceis por vos saber perto. por sentir este Amor. tão verdadeiro, tão pouco confuso, tão leve e tão denso, tão nosso e tão feliz. sinto-vos mesmo... estão aí e estão aqui. muito aqui, e é aqui dentro, agora em semi-sorrisos que sei que esta merda não é melhor que eu. não é.